Jorge Ernesto Macedo Geisel*
“… o aspecto mais assustador do regime é o poder de obliterar a memória, transformar mentiras em verdades e alterar o Passado. O lema do partido é ‘Quem controla o passado, controla o futuro, quem controla o presente controla o passado” GEORGE ORWELL , 1984
Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto!”, um conhecido adágio popular tem como fonte a sabedoria familiar do povo que, por ignorância das alternativas, é levado pelos arautos do poder político encastelado em Brasília e de suas 27 satrápias, apelidadas de Estados, a acreditar que a tortura do pau-brasil um dia irá endireitar.
O filósofo e escritor Andei Pleshu, Ministro das Relações Exteriores da Romênia e Diretor do New Europe College, autor do famoso livro “Neurose do Leste Europeu, traça uma síntese muito realista do Brasil, nada simpática aos que ainda nutrem esperanças em seu futuro. Diz ele: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.
Temos assistido os descalabros de nossos governos, com gente que pretende desafiar seus próprios níveis de incompetência, corrompendo-se, confraternizando com a amoralidade e patrocinando direitos humanos subvertidos. Acima de tudo, faltando com a verdade e submetendo as populações e agentes econômicos à expropriação tributária, em busca da socialização da pobreza.
As pessoas que se movem para ultrapassar o triste quadro da pífia e mascarada democracia da República Federativa do Brasil, apenas tem frustrado seus intentos, esbarrando nas muralhas ditatoriais do direito político e eleitoral e na má fé dos que desejam seguir no lombo dos privilégios odiosos que ajudaram a engordar.
Dentro desse cenário por demais conhecido, com suas conseqüências trágicas para o presente e apontadas para a decapitação de um futuro promissor, homens e mulheres comuns, de todas as classes sociais, de todas as peles, religiões, ideologias democráticas e profissões, ao sul desse agregado de politicagens, nascido torto e espinhoso que é o Brasil Uno, estão de mangas arregaçadas, obrando em paz e amor, sem ódios e discriminações, para a formação de uma USB – União Sul Brasileira, separada dos seus outros irmãos brasileiros pela sua soberania popular, fruto de sua vocação histórica pela independência, mas integrada aos maiores interesses comuns e complementares da Economia, da Defesa e de suas melhores tradições.
*O autor é Advogado no Rio de Janeiro.









1 Comment
quero comprar uma bandeira do sul é o meu país, revistas ou livros.
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