O velho Brasil

Por Joacir Dal Sotto *

O velho Brasil

Falar do Brasil e falar dos brasileiros. Acreditei no Brasil quando desconhecia o pacto federativo. Estive ao lado de Nelson Rodrigues nas crônicas sobre futebol. Fiz parte do samba que redesenhava o passado através das composições que invadiam os corações de artistas fantasiados.

Brasil para brasileiros foi decepado. O Brasil do futebol e samba é um império vitorioso. Os brasileiros correm atrás de uma identidade cultural, enquanto o discurso da diversidade cultural é uma ameaça aos grupos que não foram classificados.

Temos uma briga entre quem diz representar o Brasil e quem carece de representação cultural, sendo que em ambos os casos parece que o oprimido quer ser o opressor. Antes do discurso de tolerância, deveriam falar no respeito pelo diferente. Respeito é saber que nem sempre corpos diferentes possuem valores semelhantes.

Refletir sobre uma independência cultural não é dividir. Dividir é tentar impor um padrão, é colocar nas mãos de uma minoria o que é do interesse de todos. Unir é ouvir diferentes ideias para atingir um ponto incomum.

Dar o poder ao povo não é manter o castelo inacessível de Brasília. Quando os povos do Brasil levantarem é o brasileiro que nasce. O Brasil atual segura velas no funeral dos Índios, dos italianos, dos alemães, dos nordestinos, dos paulistas, dos infinitos povos enraizados no tropicalismo continental.  

* Autor do livro Curvas da verdade, mestrando em práticas transculturais e membro da direção nacional do movimento O Sul é o Meu País.

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