
Uma das mais importantes revistas de Economia do mundo, a The Economist destacou na sua ultima edição a Região Sul, dando enfase para as diferenças em relação ao Brasil. A revista é uma publicação inglesa de notícias e assuntos internacionais de propriedade da The Economist Newspaper Ltd. e editada em sua sede em Londres, Reino Unido. Confira no link a seguir a matéria completa, em inglês: http://www.economist.com/news/americas/21710848-regions-luck-starts-climate-and-geography-brazils-three-southern-states-escape









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S U L
LAÇOS GEOCULTURAIS E HISTÓRICOS
Carlos Zatti
“Esta terra tem dono”
(Guairacá – 1554)
As tradições de um povo se estribam em sua História e, mormente, se limitam num espaço geográfico.
Quando se estuda o Brasil através de seus elementos formadores, nota-se que o País é um arquipélago de feições e dificilmente será uno. A diversidade é o ajuntamento formador do estado brasileiro.
Das cinco regiões administrativas, apenas duas destacam-se como regiões culturais uniformes: Nordeste e Sul. Ainda assim, dentro destas, há culturas microrregionais distintas, aceitas e respeitadas.
Desde priscas eras, o Sul difere do restante do País, a começar pelos indígenas: ao sul de São Paulo o guarani, ao norte o tupi… duas grandes nações da “terra brasilis”, parentes (como são os palestinos e os israelenses) irreconciliáveis!
Tupis acompanharam os bandeirantes até Guaíra para escravizar seus históricos inimigos.
Depois, quando o bandeirante expulsou o guairenho de seu habitat, este se fixou às margens do Uruguai e ali plantou a erva-mate que levou consigo, na mudança desabalada (verdadeiro êxodo), para matear. E, novamente, os mesmos mamelucos ombrearam os bandeirantes, contra os guaranis, na batalha de M’bororé, em 1641, quando foram derrotados. . .
A própria natureza nos diferencia: lá o cerrado e o mandacaru, aqui as coxilhas e o pinheiro… lá a seringueira, aqui a imbuia… lá o pau brasil, aqui a bracatinga… aqui a geada e o pampa, lá a pororoca e a caatinga… aqui o faxinal, lá o babaçu… aqui o mate, lá o guaraná… aqui o Planalto Médio, lá o Planalto Central… aqui a campanha, lá as alterosas… aqui o gaúcho, lá o sertanejo… lá o caipira, aqui o campeiro… lá o gibão, aqui o pala… lá baião, aqui vanerão… lá o boto cor de rosa, aqui a gralha azul… lá o berrante, aqui o borrachão… e outras diferenças marcantes, a exemplo das danças tradicionais típicas:
Cá no Sul, são dançadas por homem e mulher, aos pares! No carnaval carioca, não. No frevo pernambucano, também não. Nem nas dramáticas e ritualísticas macumbas, nos folguedos do coco da praia, ou no cateretê do interior, não formam pares…
Os valores sociais e culturais brotam dos ambientes: lá era o engenho, a casa-grande e a senzala; já aqui, eram a estância pastoril, a comitiva tropeira e a bailanta, onde havia poucas senzalas… aqui o fazendeiro lidava em conjunto com seus escravos, filhos e peões no amanho do gado, partilhando o mesmo farnel durante a tropeada, e a mesma cuia na roda do mate, onde não há hierarquia! Lá, homens no bambolê, no samba-pagode, na capoeira, na catira; todos sem mulheres, solitos perdidos na multidão… e quando dançam o caboclinho, a chegança, o boi-de-reis, as congadas, se em tais se faz necessário um personagem feminino para conduzir a história, lá entra em cena um marmanjo transvestido de mulher…. No cateretê, na catira, no tambu, etc. se formam filas ou rodas de homens e de mulheres, mas não formam pares…
No Sul, casais dançam o quero mana, o anu, o caranguejo, a tirana, o pezinho e as outras danças tradicionais. Contrasta com estas, apenas a chula. Mas esta exceção é apenas o desafio de dois homens, cujo prêmio ao vencedor é poder dançar, logo depois da chula, uma dança-enlaçada, com a mulher mais bonita da festa!
Capistrano de Abreu assentou que o Brasil, propriamente dito, findava no planalto do Paraná; então Fagundes Varela rebateu dizendo que “o autorizado publicista obedeceu ao intuito de segregar uma região que reputa funesta a unidade das outras, que compõem o país antipatias, a ele, as campinas”…
Rocha Pombo afirma que “do Rio Grande do Sul até São Paulo, têm os campos uma fisionomia uniforme”.
Muitos sociólogos afirmam que o Paraná é a ligação do Sul com o Brasil. Afirmo que é São Paulo, porque era em São Paulo que transformavam as mulas xucras em mansas — as soltas em arreadas. Sim. Quando estudamos o tropeirismo, nosso mais longo ciclo econômico-sociocultural, fica claro que no Sul o tropeiro era o biriva e a partir de São Paulo era o cargueiro.
Nossas savanas que, desde a pampa argentina, se alargam em belas pastagens, de coxilha em coxilha, se estendem até Sorocaba. . . E a milonga se harmoniza, melodicamente, nestes mesmos prados sulinos. . .
Lindmann nos ensina que o Rio Grande do Sul se divide em duas grandes zonas: “a do norte chamada de Cima da Serra, que é como continuação da natureza do resto do Brasil, e mais justamente da do Paraná e Santa Catarina… encontra-se a mesma constante de mata virgem para os campos de pastos”.
Saint-Hilaire, em 1820, comparou e anotou as diferenças existentes entre o Paraná e o resto do Brasil que havia conhecido, até então. Não só a natureza geográfica, mas também a natureza humana, destacando que cá os homens eram maiores e bem feitos e as mulheres mais belas…
Até no linguajar, não só o “ito”, em vez de “inho”; mas com o “L” ao final das palavras, com forte linguodental é deste BrasiL do SuL…
Sul, querência!
O biriva, no ir e vir, deixou marcas paranistas no Rio Grande e gauchismos no Paraná, tendo Santa Catarina como elo cultural, nas rodas do chimarrão, envergando bombachas, dançando a vaneira… ou, ao falar das sangas, dos arroios e lajeados, inexistentes na geografia paulista e brasileira, onde estão os córregos, os riachos e os ribeirões.
Chamamos burrichó ao que chamam de jegue. . .
Em 1660, Paranaguá se separou de São Paulo, formando uma Capitania independente, limitando-se com os castelhanos, que durou até 1710.
Quando Domingos Peixoto de Brito conheceu a região de Laguna, por volta de 1670, foi para tentar levar a jurisdição de Paranaguá até o Rio do Prata ou, antes, até o Continente do Rio Grande, ainda não povoado.
Em 1723, foi criada ouvidoria em Paranaguá, que compreendia todo o sul do Brasil, “até o rio da Prata”. — Desintegrou-se em 1747, com a elevação do forte Jesus-Maria-José em vila… Em 1820, era criada a Província de Santa Catarina e, em 1853, veio a emancipação política do Paraná.
Atingido o Rio Grande de São Pedro, em 1726, por João de Magalhães, aventou-se a ligação direta daqueles campos aos Campos de Curitiba e, em 1730, iniciou o ciclo tropeirista.
Desde o início da atividade tropeira, ficou evidente a diferença entre o biriva e o boiadeiro que tanto influenciou o Centro e o Norte do Brasil. É de notar, pois, que o gado vacum que, mormente, acompanhava a tropa de muares, nada mais era que o farnel dos camaradas e peões!
O próprio universal e geográfico Trópico de Capricórnio (que, por acaso, separa uma parte do setentrião paranaense), passa bem ali, em Sorocaba, destino final do biriva, com sua tropa xucra! — O propalado “país tropical” finda no Itararé.
No comércio de bestas, entre os vendedores estavam tinguis, barrigas-verdes e gaúchos, e entre os compradores, os mineiros e outros, acompanhados de sua camaradagem e escravos.
Lá, serviriam os asnos para outro tipo de tropeirismo: o da condução de cargas de mercadorias, dos cambiteiros. Diferencia isto, fundamentalmente do tropeirismo tradicional no Sul — os birivas das grandes tropas soltas. Este de mulas xucras, descarregadas, tangidas para os centros consumidores. Lá predominavam os cargueiros (bruaqueiros e almocreves) transportando mercadorias; aqui a condução de mulas como mercadoria do negócio. . . lá o arreeiro (da arreata), aqui o arrieiro (arribador) . . . A tropa xucra era contada em centenas de animais, já a arreada em unidades de conjuntos.
Só até o início do Século XVII, os curitibanos se confundiam com os paulistas das primeiras levas e com os contingentes militares — tempos da formação do Paraná, auxiliando a formação do Rio Grande do Sul. A partir de então a célula sulista criava sua fórmula identitária.
Sim nós sulinos temos muito mais aspectos, ícones, coisas e loisas comuns do que divergentes… não foi por nada que, em 1930, unidos, ajudamos a derrubar a hegemonia política de São Paulo—Minas Gerais.
A dança do Anu e a Chula, são tradicionais manifestações do gauchismo, mas foram registradas em nossos Campos Gerais, por Saint-Hilaire, ainda em 1820. E temos as variantes da chimarrita, da cana verde, andorinha, tirana e outras.
O professor Ruy Wachowicz, tratando do paranaense, nos lembra que “foi o tropeiro um personagem típico de nossa sociedade”, e Brasil Pinheiro Machado emenda: “os habitantes dos Campos Gerais tinham sobretudo costumes de gaúchos”.
As Forças Armadas acharam por bem que a Região Sul deveria ter um contingente próprio, o III Exército (Comando Militar do Sul) que, em 1961, ficou ao lado da Legalidade!
A Região Sul do Brasil,
Terra do sul brasileiro,
Onde vinga o pinheiro,
É o Triângulo Austral,
Na bandeira nacional,
O seu símbolo luzeiro:
A Alfa é o Rio Grande,
A Beta é o Paraná,
A Gama então será
A de Santa Catarina.
A constelação calcina
A região do barbaquá.
Querência da erva-mate e do pinheiro, do campo e do faxinal, da neve e da geada, da Lapa e de Bagé, do Iguaçu e do Uruguai, do barreado e do puchero, de Sepé Tiaraju e Guairacá, do tingui, do gaúcho e do barriga-verde, do Itaimbezinho, do Rio do Rastro e do Guartelá, da avanera e do bugio, do fandango e das bombachas, do minuano, do pé-vermelho e do pampeano, do semeador e do biriva, do serrano, do laçador e do vinhateiro, do colono, de Bento, Anita e Paula Gomes…
Pátria, entre o Paranapanema e o Chuí. . . pago onde correm as águas do Itajaí, do Taquari e do Ivaí. . . Cascata do Caracol, Cataratas do Iguaçu…
O chimarrão é a típica bebida do gaúcho, e do sulista em geral, mas foi no Paraná que Avé-Lallemant registrou “mate, mate e mais mate! Essa a senha do planalto… onde a gente desperta com o mate, madreceia o dia com o mate e com o mate adormece”. Mas, entretanto, todavia… a partir de São Paulo, é bebida exótica, desconhecida.
Avocamos, mais uma vez Auguste de Saint-Hilaire:
Quando entrei nos Campos Gerais, não somente fiquei surpreso com o aspecto da região, inteiramente nova para mim, como também me senti de certa forma confuso diante dos costumes dos colonos, totalmente diferentes dos de Minas e mesmo dos habitantes do norte da província de São Paulo. Os homens estão sempre a cavalo e andam quase sempre a galope, levando um laço de couro amarrado à sela, que é um tipo especial denominado lombilho…
Depois, o famoso viajante francês, só iria sentir nova diferença geográfica no extremo Sul do Rio Grande, nas terras baixas e planas da campanha gaúcha, que adentra no Uruguai. . .
E que dizer de nossa Universidade Federal do Paraná (a pioneira), estruturada nos moldes da de La Plata de Buenos Aires, em razão de nossa economia (gado e mate), enquanto dávamos as costas para o centro do Brasil, situação que só começou a mudar a partir da II Guerra Mundial?!
Da troca e do deslocamento da gente migrante — dos paranaenses com os gaúchos e dos gaúchos com os paranaenses, tendo os catarinenses no meio do caminho — surgiram 20 municípios gaúchos fundados por paranaenses e mais de 50 municípios paranaenses fundados por gaúchos! Quantos serão os municípios catarinenses dessas trocas, como são Curitibanos e Xaxim?
Em suma, somos a mesma gente, na mesma terra.
O historiador Rafael Sêga, afirma que no Paraná Tradicional preponderou a cultura gaúcha sobre a paulista, mesmo que São Paulo nos governasse politicamente!
A História nos ensina que as revoluções Farroupilha, Federalista e a de 1930, foram sulistas. Nem todas vitoriosas, devido a circunstâncias específicas, mormente pelo poderio bélico central brasílico; entretanto, seus maiores contingentes eram de civis sulinos, ombreando causas que creditavam boas à terra meridional. Os fazendeiros curitibanos fizeram coro com os estancieiros gaúchos na causa econômica que ensejou o levante farroupilha… isso é tão verdade que os curitibanos, mesmo pertencentes a São Paulo, não se engajaram na Legião Paulista que marchou a colaborar no extermínio de tão valorosa tentativa democrática. Ao contrário: curitibanos aperaram seus pingos e se foram espontaneamente prestar serviços de guerra aos esforços libertários do Rio Grande, a exemplo de Antônio Curitiba!
Nos tempos negros da escravidão, no Sul, o preto cativo alcançava a capatazia da estância.
No Sul desembarcaram os açorianos, os alemães, os poloneses e os ucranianos!
E, o francês Roger Bastide afirmou que “a civilização do Sul é uma civilização do cavalo”, que se diferencia daquela da cana de açúcar no Nordeste, do ouro de Minas, do café de São Paulo…
O escritor uruguaio, Fernando Assunção, referindo-se à aquarela de Emeric E. Vidal “Paolistas, Soldiers of the East Bank of the Plata”, de 1820, diz:
Estos paulistas (curitibanos) los primeros autenticos gaudérios, convierten com su ir y venir a gran parte de nuestro territorio y el vicino rio-grandense em una gigantesca frontera móvil o fluctuante!
E, a historiadora Gracita Gruber Marcondes, arremata:
O guarapuavano, por habitar o campo, e se dedicar às atividades de fazendeiro e criador de gado e tropeiro, viver em contato com a natureza e no trato do gado foi chamado de gaúcho. O termo vem do árabe ‘chaouch’, que significa tropeiro. Na Espanha o tropeiro era chamado de ‘gaucho’…
— Biriva, “deixa estar para ver como é que fica”!
* * *
Figuras sulinas:
– Alfredo Paschoal Ruaro — gaúcho de São Marcos, fundou Toledo, e ajudou nas de Céu Azul, Matelândia, Palotina…
– Anita Garibaldi — catarinense, filha do paranaense “Bentão”, teve um filho gaúcho; reconhecida como a guerreira farroupilha.
– Antero José Ferreira de Brito — porto-alegrense. Presidiu Santa Catarina de 1840 a 1848.
– Antônio Cândido Ferreira de Abreu — paranaense. Como juiz, instalou a comarca de São Leopoldo e trabalhou no júri dos Mucker.
– Antônio Curitiba — um anônimo, com a alcunha de seu berço natal, esteve ao lado de Antônio Netto; chegou a alferes porta-estandarte, e quando foi dissolvido o regimento conseguiu guardar a bandeira tricolor… — “Era a sua mortalha; queria ir para a cova envolto naquele farrapo glorioso”.
– Antônio Novais Coutinho — castrense, considerado o fundador de Palmeira das Missões.
– Atanagildo Pinto Martins — castrense que abriu a vereda das Missões e fundou a fazenda Santa Bárbara (do Sul), hoje município. Primeiro vereador de Cruz Alta.
– Francisco Carlos de Araújo Brusque — esse porto-alegrense foi Presidente de Santa Catarina, nos anos 1859–1861. Dele a origem do município de Brusque.
– Francisco Ferreira Correia — parnanguara, filho do Correia Júnior, presidiu Santa Catarina em 1870/71.
– Francisco Leandro de Quadros — castrense. Sua carta se sesmaria é considerada a “certidão de nascimento” de Almirante Tamandaré do Sul.
– Frederico Westphalen — engenheiro lapeano, que organizou a colonização de Barril, início da cidade que lhe é onomástica.
– Hermes Macedo — o gaúcho que fez história no varejo do Paraná: “Pneu carecou HM trocou”, ou “do Rio Grande ao Grande Rio”, com matriz em Curi-tiba…
– Honório Linhares Serpa — obrigado a fugir do RS em virtude da Revolução Federalista, hoje empresta seu nome ao município paranaense de Honório Serpa.
– João Batista de Castilho — nasceu em Campo Largo. Dentro de sua estância está hoje a cidade de Quaraí.
– João Cipriano da Rocha Loures — guarapuavano citado como fundador de Nonoai.
– João Floriano de Quadros — castrense, capitão do Exército Farroupilha, foi vereador e juiz de paz em Passo Fundo.
– João Gonçalves Padilha — batizado no Tamanduá, em 1787. Biriba, fundador de Pinhal Grande.
– João de Magalhães — lagunense que rompeu o Tratado de Tordesilhas para, com sua Frota, iniciar a colonização do Continente do Viamão.
– João Pereira dos Santos — curitibano, dos primeiros moradores de Santa Maria que, em 1801, foi parceiro de José Borges do Canto na conquista de São Martinho e Missões.
– João da Silva Machado — gaúcho de Taquari, com passagem marcante no Paraná, ganhando o título de Barão de Antonina — 1º senador tingui.
– João Vieira de Alvarenga — curitibano, fundador do município de Júlio de Castilhos.
– Joaquim Fagundes dos Reis — nasceu no Tamanduá, em 1783. Considerado “Patriarca de Passo Fundo”, onde foi o 1º juiz de paz. Foi preso por participar da Revolução Farroupilha.
– José Antônio de Quadros — castrense com sesmaria no Pinheiro Marcado, foi capitão farroupilha.
– José Bernardino Bormann — porto-alegrense, fundador da Colônia Militar do Chopim/Xanxerê, foi deputado e governador interino do Paraná, bem como fundador e primeiro presidente do IHGPR.
– José Ferreira Bueno — curitibano considerado o fundador de Lagoa Vermelha.
– José Francisco de Oliveira — este paranaense era juiz de paz, em Passo Fundo. Foi apeado do cargo por simpatizar com a causa farroupilha.
– José Vidal do Pilar — curitibano, fundador de Cruz Alta, sendo o vereador mais votado na primeira eleição municipal.
– Manoel José das Neves — nascido em S. José do Pinhais, é considerado o fundador de Passo Fundo.
– Manoel José de Quadros — castrense. Em 1824, fundou a vila Mato Castelhano.
– Manoel Ribas — depois de viver 35 anos no Rio Grande do Sul, onde foi prefeito de Santa Maria, se tornou um dos mais profícuos governadores do Paraná.
– Mateus de Camargo Siqueira — Capitão em Curitiba, chegou a Porto Alegre, em 1752, onde recebeu os 60 casais açorianos, e junto com os seus, iniciaram aquela urbe.
– Pedro Raimundo — de Imarui, foi a Porto Alegre onde se fez grande músico regionalista gaúcho.
– Pedro Soccol — de Serafina Correia, o fundador de Medianeira.
– Pedro Mezzomo — de Caxias do Sul. Iniciou linha de ônibus Guarapuava—Ponta Grossa; hoje: Expresso Princesa dos Campos.
– Rafael Pires Pardinho — prestou serviços como corregedor, durante 16 anos, providenciando o que viriam a se chamar provimentos, nas quatro vilas sulinas: Paranaguá, São Francisco, Curitiba e Laguna. Foi pela sugestão dele que Caldeira ordenou a Francisco de Souza de Faria abrir um caminho para tropas de animais, ligando os campos gaúchos aos curitibanos — nosso primeiro integrador do padrão sulista.
– Roberto Glasser — de Canguçu, adquiriu a fazenda da Cancela, que fora de D. Rita. Sua fazenda é, hoje, a agrovila Witmarsum.
– Rodrigo Felix Martins — castrense, fundador de Carazinho, foi coletor da Re-pública Rio-grandense… endividado, para sustentar o movimento, teve que vender a estância que ia do rio Turvo ao rio da Várzea, e outras terras ao sul de Carazinho, como as de Coqueiros do Sul e Não-Me-Toque.
– Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro — parnanguara que presidiu a República Juliana, em lugar de outro paranaense eleito para o cargo, Joaquim Xavier das Neves.
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S u l
“A Tradição é a Identidade de um Povo”
A Região Sul é a menor das cincos regiões brasileiras, porém, de grande valor. Sua população, praticamente, de origem européia – alemães, italianos, poloneses – entre outras etnias, está estimada em 30 milhões de habitantes distribuídos numa área de 577 mil Km/2. É o 3º PIB regional com um arrecadação em torno de U$ 200 bilhões de dólares, e uma renda per capita de – onze mil reais. Seu relevo e clima generoso torna o Sul no maior produtor e exportador de grãos e aves do país. Um povo generoso, trabalhador e hospitaleiro que já passou por várias revoluções – Farroupilha – 1835-45 – e Federalista – 1891-95 – cuida deste chão como quem cuida do coração. Recebe o turista e o estrangeiro com um sorriso nos lábios e a uma cuia de chimarrão. “Te aprochega vivente, tome um gole de canha que o churrasco já está na brasa”. Sejam todos bem-vindos. Aqui nesta terra há lugar para todos.
Era uma vez a República Rio-grandense, onde Júlio de Castilhos foi Presidente por 2 vezes . O RS nada tem em comum com o resto do Brasil , neste, por sua vez, só é bem conhecido quando escrito com Z, nesse contexto existe RJ e RN . Somos mucho más ‘hermanos gauchos’ do que ‘brasileños’ . O Sul é o meu País !
Janice,
Eu diria que o Sul nada tem em comum com o resto do Brasil, não apenas o RS. Releia o artigo acima: “SUL – Laços Geoculturais e Históricos”.
Será que não me fiz entender?!
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