O referendo pela independência da Catalunha será realizado em 1 de outubro de 2017, anunciou hoje o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont. Os cidadãos serão convidados a responder a seguinte pergunta: “Você quer que a Catalunha seja um país independente sob a forma de uma República?”.
Puigdemont anunciou a data e a pergunta para o referendo juntamente com o vice-presidente Oriol Junqueras e o restante do governo. Participaram membros do Parlamento, tanto da coalizão Junts pel Sí (Juntos pelo Sim), quanto pelos radiciais de esquerda CUP , bem como o presidente da câmara, Carme Forcadell.
O governo catalão disse que a votação será organizada com “todas as garantias” e o resultado será implementado, seja qual for. “Todas as opções são igualmente legítimas e válidas”, disse Puigdemont. “A democracia une a todos além de nossas diferenças legítimas e saudáveis”, acrescentou. O presidente catalão pediu a todos os cidadãos que participem do referendo, argumentando que decidir sobre o futuro do país é “um direito inalienável”.
Recusa de Madrid
“Buscamos um acordo repetidas vezes”, explicou Puigdemont, descrevendo as iniciativas de seu governo ao longo do último ano e meio: “Participamos ativamente do Pacto Nacional para o Referendo. Apresentamos propostas para acordar uma negociação. Adotamos resoluções parlamentares e governamentais chamando o Executivo espanhol para conversar e negociar. Nós expressamos diretamente ao governo espanhol nossa firme determinação em sentar a mesa e negociar uma solução. Explicamos isso em todo o mundo, em Londres, Bruxelas, Paris, Boston, Washington, Nova York e Madrid “.
“Mas estamos no final do nosso mandato legislativo e não tivemos uma única resposta positiva”, afirmou, argumentando que a recusa de Madrid em negociar uma votação sobre a independência justifica organizá-lo sob a autoridade do Parlamento da Catalunha. “Cumprindo nosso compromisso democrático, hoje ratificamos coletivamente, com o vice-presidente e com todos os nossos ministros, nossa vontade de chamar os cidadãos do nosso país, no exercício do legítimo direito à autodeterminação, a um referendo que será realizado no domingo, 1 de outubro” anunciou Puigdemont.
“Cabe aos catalães decidir o seu futuro”, afirmou o presidente da Catalunha em discurso realizado no famoso “Pati dels Tarongers“, na sede do governo em Barcelona. A questão terá de ser respondida com um único “sim” ou “não”, e será escrita nas três línguas oficiais do país: catalão, espanhol e aranês, uma língua falada por uma minoria nos Pirenéus.
Vice-presidente catalão ataca Madrid
O vice-presidente catalão e ministro da Economia, Oriol Junqueras, criticaram a atitude do governo espanhol durante sua declaração, que se recusou a negociar o referendo. De acordo com Junqueras, Madrid “viola os direitos democráticos fundamentais” e está se comportando “de forma antidemocrática”. Junqueras disse, referindo-se a recentes revelações de uma suposta campanha de difamação contra autoridades catalãs, que o governo espanhol tem “ministros que conspiram abertamente contra o sistema de saúde catalão e tentam enquadrar representantes políticos com falsas acusações”.
O vice-presidente também explicou que o governo espanhol, liderado pelo líder conservador Mariano Rajoy, está prejudicando os interesses econômicos da Catalunha e até colocando a justiça social em risco ao desafiar as importantes leis do executivo catalão em tribunais como a contra a pobreza energética.
Artigo original disponível em: http://www.catalannewsagency.com/politics/item/catalonia-to-hold-independence-referendum-on-october-1-2017
O movimento O Sul é o Meu País fará o PLEBISUL, um plebiscito informal no dia 07 de outubro onde será feita a seguinte pergunta: “Você deseja que o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente“?
No dia do PLEBISUL também serão recolhidas assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que será protocolado nas Assembleias dos três estados, solicitando que a mesma pergunta seja realizada de forma oficial pelos TRE de ambos estados.










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Torcendo pela Catalunha. A Democracia é do povo, não dos governantes.
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