
Mais de 92% dos curdos votaram a favor da secessão do Iraque, num referendo muito contestado por todos os países vizinhos. Ao contrário do governo espanhol, o iraquiano não confiscou urnas, nem boletins de voto para evitar o referendo sobre a secessão, mas a digestão do resultado promete ser muito turbulenta. Mais de 3,3 milhões de eleitores na região autônoma curda (KRG), norte do Iraque, foram chamados para votar na última segunda-feira (25 de setembro) e dos 72% que participaram, 92,73% escolheram o ‘sim’ à independência.
Uma multidão saiu às ruas para celebrar os resultados oficiais, divulgados hoje pela Comissão Eleitoral. A independência, é uma ambição antiga dos curdos espalhados também pelas regiões vizinhas da Síria, Irão e Turquia. Ao todo são 30 milhões dispersos por vários países desde a queda do Império Otomano há um século.
Com excepção de Israel – que não só apoiou o referendo, como defende a criação de um Estado curdo –, a comunidade internacional mantém um silêncio cauteloso. Washington ainda tentou que a consulta popular fosse adiada, com receio que um conflito entre Erbil e Bagdad fragilize a delicada paz no país e boicote o combate ao Estado Islâmico (Daesh). Apesar de “desapontado”, o Departamento do Estado dos EUA adiantou já que as relações com os curdos não irá mudar.
(Fonte: Revista Visão – Portugal)








