
Pequim age como Brasília e ameaça separatistas da ilha rebelde
A separatista Tsai Ing-wen, líder do principal partido da oposição em Taiwan, se converterá na primeira mulher presidente da ilha depois que o partido no poder, Kuomintang (KMT), pró China, reconheceu sua derrota na eleição presidencial deste sábado. A eleição marca um novo momento para a ilha e promete azedar de vez as relações com a China, país invasor e que vinha retirando aos poucos a autonomia de Taiwan.
Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista (PDP), ex-professora universitária de 59 anos venceu as eleições questionando a política de submissão de seu adversário diante da poderosa China. Ela acabou se beneficiando da desconfiança dos eleitores taiwaneses em relação à Pequim e de sua frustração com os péssimos números da economia.
Os habitantes temem que a ilha se torne dependente de Pequim, perdendo, assim, sua identidade e soberania. Além disso, muitos taiwaneses se sentem abandonados pela política, que só beneficia – segundo eles – as grandes empresas e a própria China. O território segue seu próprio rumo desde 1949, quando os nacionalistas do KMT, liderados por Chiang Kai-shek, se refugiaram na ilha após a vitória dos comunistas de Mao Tsé-Tung. Após a morte de Chiang, Taiwan abraçou pouco a pouco a democracia. No entanto, a China ainda considera a ilha como parte integrante de seu território. Desde os anos 60, a China voltou a assediar Taiwan e pouco a pouco foi expandindo seus tentáculos sobre a ilha. A vitória dos separatistas deve colocar novamente as coisas no lugar.
Pequim age como Brasília
A situação de Taiwan é muito parecida com a questão Sul-Brasileira. Pequim, assim como Brasília, acredita ter direitos sobre o território taiwanese, mesmo contra a vontade do seu povo. No Sul do Brasil, mais de 75% da população quer livrar-se de Brasília e formar um estado nacional independente. Em Taiwan a população demonstrou nas urnas o que pensa, retirando do poder os políticos pró-Pequim. No Sul, o Plebiscito que acontece dia 2 de outubro de 2016, promete também demonstrar inequivocamente que os Sulistas não desejam mais fazer parte da farsa federalista brasileira.








