Em 2017 a Catalunha irá realizar referendo sobre a independência com ou sem o consentimento da Espanha

A Catalunha irá realizar referendo sobre sua independência da Espanha com ou sem o consentimento do governo central de Madrid, afirmou nesta quarta-feira o líder da região, Carles Puigdemont.

Puigdemont disse no Parlamento Catalão que estava disposto a discutir os termos de um referendo com Madrid, que  constantemente se opõe a qualquer votação semelhante na região Nordeste do país, mas que, mesmo assim o referendo será realizado em setembro de 2017.

catalan-independence-referendum-mapEm agosto o Tribunal Constitucional da Espanha anulou uma resolução do estado da Catalunha que avançava com a independência, acirrando o impasse entre os separatistas e o governo central do partido conservador Popular (PP).

“Há uma enorme consenso de que a fórmula ideal é um referendo acordado com o Estado espanhol,” disse Puigdemont ao Parlamento. Disse ele que iria discutir a formulação da questão em uma votação e sua data.

“Mas se até julho não houver nenhuma resposta positiva (do governo central), estaremos preparados para dar o último passo e convocar um referendo para a segunda quinzena do mês de setembro do próximo ano”, disse ele.

O apoio à independência catalã tem crescido nos últimos meses, onde quase 48% dos catalães a apoiaram em uma votação informal realizada em julho. Puigdemont, que foi empossado como líder em janeiro, disse que o parlamento catalão iria aprovar todas as leis necessárias para um estado independente até o final de julho do próximo ano, quando será proposto um roteiro de 18 meses para a transição da independência da Espanha.

Na quinta-feira Puigdemont enfrenta uma nova votação em seu governo,  votação estaque ele ele mesmo convocou para testar se tem o apoio de um partido anti-capitalista que tinha rejeitado um projeto de lei orçamentária anual em junho. A expectativa é que a votação seja positiva.

cataloniaO primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy recusou-se a considerar as medidas que poderiam ajudar a Catalunha, que responde por quase um quinto da produção econômica espanhola, de realizar um referendo juridicamente vinculativo. Seu governo informou em julho que iria procurar acusações criminais contra o presidente do parlamento catalão por permitir que seus legisladores a votar pela independência.

O anti-regionalismo consistente de Rajoy alienou outros partidos conservadores da Catalunha e de outras regiões, como o País Basco que, no passado, ajudou a formar governos nacionais em troca de condições mais favoráveis sobre questões regionais.

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