Pelo terceiro ano consecutivo, lideranças do Movimento O Sul é o Meu País participaram do acendimento da Chama Crioula na Ilha de Fanfa no ultimo dia 13 de setembro, abrindo a semana Farroupilha separatista do Sul. Anidria Rocha e Gilberto Miranda, participaram diretamente do evento e ergueram a bandeira Sulista. “É o terceiro ano que a gente participa lá e todos já nos conhecem e apóiam o movimento. Sem nossa bandeira, a Ilha não é amesma. Nossa bandeira é aplaudida por todos”, conta Anidria.
O evento começa com a cavalgada e carreteada dos piquetes que vai ate a beira do rio Jacui. A travessia para a ilha do Fanfa é feita de barca e todos a pé, sempre sai duas barcas lotadas gente, tradicionalçistas da região e autoridades. Somente este ano é que o evento se tornou agenda oficial do município de triunfo. “Sempre vamos eu, o Beto, nossa filha Júlia e meu irmão Fabricio, que faz a filmagem que vai para o site do município e é repassada em DVD para os patrões de piquetes”, explica a líder separatista.
Na solenidade na Ilha, é cantado somente o hino Rio Grandense, acesa a chama crioula e feita uma missa pelo Padre de Triunfo, que este ano salientou muito que a luta do povo gaúcho segue nos dias atuais. Uma das maiores organizadoras é a professora Vaneida, mulher simples mas idealista, que não cansa de afirmar: “a honra e orgulho que temos pelos combatentes Farroupilhas não pode ser esquecida”.
Histórico
Ao tomar conhecimento da proclamação da República Rio-Grandense, na Batalha do Seival,as forças de Bento Gonçalves levantam o sítio que infligiam à cidade de Porto Alegre, e passam a deslocar-se, beirando o rio Jacuí, para junção com as forças de Neto. Devido à época de cheias, era necessário atravessar o rio na ilha de Fanfa, no atual município de Triunfo.
As tropas imperiais, sob o comando de Bento Manuel Ribeiro, deslocam-se a partir de Triunfo, de modo a impedir a passagem dos farroupilhas. Araújo Ribeiro, alertado por Bento Manuel, envia a marinha, comandada pelo mercenário inglês John Grenfell. Assim, 18 barcos de guerra, escunas e canhoneiras foram postos a guardar o lado sul da ilha. Os barcos só foram percebidos pelos farrapos depois de estarem na ilha.
Em 3 de Outubro de 1836, as forças imperiais fecham o cerco por terra. As forças farroupilhas resistem, sabedores da proximidade de tropas lideradas por Crescêncio de Carvalho. Repelem os marines que desembarcam na ilha pela costa sul e as tentativas de travessia pelo norte. Naquela noite, porém, negociam um acordo pelo qual os farrapos entregariam as armas, capitulariam e voltariam livres para suas casas.
Pela manhã do dia 4 de outubro era formalizada a capitulação. Muitos farrapos jogaram suas armas no rio, ao invés de entregá-las aos imperiais. Traindo o acordo é ordenado a prisão dos farrapos. Bento Manuel colabora com a captura. Entre outros farrapos foram presos, Bento Gonçalves, Tito Lívio Zambeccari, Pedro Boticário, José de Almeida Corte Real, Onofre Pires e José Calvet.








