O B-A-BA da causa independentista

Prof. Pedro Onysko Liss
Prof. Pedro Onysko Liss

Por Pedro Onysko Liss*

Nasci em Prudentópolis, Pr. e de lá saí quando muito jovem, pois queria estudar. Mesmo assim, nunca me desliguei dos fatos que por lá ocorrem. Quando respondo de onde sou, ouço a pergunta: “fica no norte do Paraná?” … e olha que estou a apenas 200 km. Ultimamente ouço: “ahh…a terra das Cachoeiras Gigantes?”.

Grupos da capital do Estado têm visitado tais cachoeiras, porém encontram dificuldades de acesso e reclamam da falta de estrutura. O município é mais um dos milhares que tem essa dificuldade. Qualquer município do Brasil está estagnado, ou seu desenvolvimento é tímido. Por que isso ocorre? Pelo simples fato do modelo de tributação que temos. Os municípios arrecadam e ficam com uma parcela ínfima para pequenos investimentos e custeio das despesas. O grosso da arrecadação vai para Brasília e o Governo Federal redistribui para qualquer município brasileiro, conforme as conveniências políticas. Se o imposto maior ficasse no local onde é arrecadado, os municípios se desenvolveriam e se auto sustentavam.

Os munícipes teriam melhores oportunidades e qualidade de vida. Eu gostaria que o imposto pago fosse aplicado na região onde moro e não a milhares de quilômetros. Sete dos 26 Estados brasileiros arrecadam mais do que recebem. Consulte-se o site da Prefeitura e confirme. O município envia mais para o Governo Federal do que recebe. O estado mais prejudicado é São Paulo e depois a Região Sul. Nós vivenciamos uma forma arcaica da distribuição dos recursos arrecadados; é uma república romana do pão e circo, um modelo concentrador, um império com sede em Brasília.

Um episódio lamentável ocorreu em 2010. Houve enchentes em Pernambuco e também em Santa Catarina, ambas causaram danos e mortes. Pernambuco recebeu 90% dos recursos destinados, enquanto Santa Catarina recebeu os míseros 8%. Indagado sobre a diferença, o Senador pernambucano argumentou que o recurso é adquirido pela influência política e que precisa de projetos e perspicácia política. Ocorre que o Sul tem 9 senadores (três estados) enquanto o nordeste tem 27 (nove estados). Em qualquer votação o Sul está sempre em desvantagem. Pode ser justo um modelo que se define pela esperteza e perspicácia políticas?

O prejudicado é o cidadão que trabalha 5 meses por ano somente para pagar apenas os impostos e não conhece os cominhos pelos quais percorre seu dinheiro. Sou a favor da municipalização dos impostos, por isso entrei para o MOVIMENTO “O SUL É MEU PAÍS”, um movimento separatista, pois entendo que esse é o caminho viável e justo para construir uma nova nação. Nada tenho contra o povo de qualquer outra região brasileira, somos pessoas que vivenciamos as mesmas causas e consequências do modelo político. O motivo do MOVIMENTO não é étnico; é apenas político. Tanto que São Paulo e o Nordeste também têm movimentos separatistas.

*O autor é professor e presidente da Comissão Municipal do Movimento O Sul é o Meu País de Curitiba. Artigo publicado originalmente em 22 de fevereiro de 2013.

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