
Por Joacir Dal Sotto *
O “salvacionismo” crescente na política brasileira é assustador. Os diversos povos do Brasil são sufocados por Brasília, são sufocados por uma centralização do poder que facilita o caminho dos corruptos e torna fértil uma péssima gestão pública.
Elegeram um presidente da república em um cenário polarizado da política. Um presidente com artifícios que são destacados pelas promessas conservadoras, pela espontaneidade no debate, pela honestidade completa. Mas, eu vos digo que ninguém é totalmente livre na democracia, ao ponto de ser irredutível, ao ponto de não necessitar ouvir o lado oposto; eu vos digo que espontaneidade, como dizer que “ela não merece ser estuprada”, serve apenas em um Brasil de leis, morais e éticas totalmente afetadas pelas ilegalidades, pelas imoralidades ou pelas canalhices predominantes; eu vos digo que ninguém é totalmente honesto.
Quanto aos detalhes citados no parágrafo acima é que não devemos estender uma discussão. O que devíamos perceber é que o salvacionismo patriótico não existe. O que está no topo da pirâmide brasileira, seja de bom ou ruim, é distribuído proporcionalmente ao povo. Nós, os sulistas que lutam pela emancipação política e administrativa dos estados membros, também não somos símbolos da melhor democracia, da melhor gestão pública e privada, mas possuímos nosso direito de autodeterminação enquanto povo.
Para entendermos o sujeito histórico que aos poucos construímos no cenário brasileiro, devemos partir da história que fazemos parte, da ciência ou religião que os povos seguem e consequentemente ao reflexo desses dois pilares, é que vemos conservadores religiosos elegendo quem nada entende de ciência política.
O projeto de Brasil através dos políticos nunca dará certo. Trocam figuras no poder e alguns irão roubar mais que outros ou, alguns são o que existe de “menos pior”. Os diversos povos brasileiros estão sendo desestabilizados e apagados da história, mas ainda resta uma saída, aos fortes e sábios um sinal é dado. O sinal de muitos sulistas é chamado de movimento, o movimento é de nome “O Sul é o Meu País”.
* Joacir Dal Sotto é escritor (autor do livro Curvas da Verdade), professor de filosofia, mestrando em práticas transculturais e membro da direção nacional do movimento O Sul é o Meu País.









2 Comments
Artigo coerente; na direção de nosso slogan: “Basta de Brasília”.
Parabens ao Joacir!
Bom, eu sou Lucas, um simpatizante do movimento ‘O SUL É O MEU PAÍS’, há tempos, digamos assim, tenho acompanhado o movimento. Eu não estou por meio desta para falar algo relacionado ao texto, a não ser parabenizá-lo pelas palavras. Mas sim, estou aqui para, de certa forma, pedir para que vocês postem com mais frequencia estes textos, pois eles são bons para “abrir olhos” sobre o movimento, eu sou jovem, e tenho muito buscado a saber sobre política, separatismo, história e idealizações, há muito ainda a aprender sobre estes e mais tópicos, estes texto me ajudam, cada vez mais, a compreender qual caminho quero seguir, o que desejo lutar a favor, e qual a razão desta luta, deste voto de confiança, deste amor por algo ainda não existente, no caso, a Pátria Sulista! É isso o que peço, talvez lhes falte tempo para escrever tais palavras, mais parem para pensar nisto, e esforcem-se para estes textos se tornar semanais, ao invés de, parcialmente, mensais!
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