O Movimento Sulista precisa de mais pacifistas revolucionários

Esta é a revolução pacífica que pregamos e compactuamos. Tem que ter muita coragem para ir as ruas entregar um panfleto, um adesivo e convencer as pessoas a assinar os Projetos de Lei de Iniciativa Popular (PLIP).

Por Celso Deucher*

Não quero desanimar ninguém das suas convicções sobre os métodos para alcançarmos os nossos objetivos de um Sul Livre. Mas, me permitam discordar frontalmente daqueles que defendem a luta armada como meio para se chegar ao nosso objetivo final. O assunto beira o ridículo nos dias atuais, mas ainda há quem pense nisso, inclusive no nosso Sul. Gente assim é perigosa, pois age consciente ou inconscientemente como quinta-coluna dentro da organização, minando as bases legais e constitucionais da luta do Povo Sul Brasileiro para alcançar sua tão sonhada liberdade. Por este motivo, quando descobrimos pessoas com estas ideias dentro da entidade, a ordem é afasta-las imediatamente do nosso meio. Somos um Movimento pacífico e plebiscitário e não aceitamos, sob nenhuma hipótese, o uso da força, sob qualquer pretexto, para alcançarmos nossos objetivos.

Dia destes me procurou um cidadão colocando-se à disposição para, se preciso for, “imolar sua vida em favor da causa”. Fez toda uma apologia separatista baseada na ideia de que só a luta armada poderia trazer resultados positivos, pois a constituição federal do Brasil não permite de forma alguma a secessão. Nunca havia visto o vivente na minha frente e nem muito menos entregando um panfleto na esquina numa de nossas ações nas cidades do Sul. Perguntei-lhe quanto tempo estava na causa e em que cidade e estado era voluntário do Movimento. A resposta foi hilária: “Prefiro não revelar minha localização. Nunca entreguei panfleto e nem boto adesivo no meu carro. Não faço essas açãozinhas de boiola. Só entro nesse movimento de vocês quando for prá pegar um fuzil e ir para a guerra”… Com estas informações logo “arrumei compromisso” e deixei o vivente falando sozinho. Nada mais improdutivo que dar trela para uma “coisa destas”.

Gente assim é difícil de convencer do contrário. Todo radicalismo é de alguma forma maléfico e não raras vezes, perigoso. Tenho dito e reafirmado que se algum dia o nosso Movimento tentar decidir por este caminho bélico, eu serei o primeiro a levantar minha voz contra e se mesmo assim for voto vencido, estarei fora da luta no segundo seguinte. Não farei parte disto por que sou macho o suficiente para vencer batalhas e guerras, como estas, com minha inteligência e com os argumentos que o próprio Brasil me fornece, sem precisar partir para a ignorância.

Aos que insistem na argumentação de que só a luta armada pode funcionar, digo-lhes com toda sinceridade que lhes falta conhecimento histórico em relação a nossa luta. De posse deste conhecimento seria fácil ver que já levamos seis grandes surras do Brasil e que a estratégia armada mostrou-se infrutífera, além de ter ceifado centenas de milhares de vidas dos nossos antepassados. O Movimento O Sul é o Meu País foi criado com base na proposta de que era hora de usar outras armas, infinitamente mais poderosas que as que foram usadas até então. Só que para isso, tem que se informar, ler, aprender, discutir, ter paciência, persistência, metas, princípios e muito trabalho de verdade.

Em sua maioria os que se dizem adeptos da luta armada, no primeiro tiro correm para debaixo da saia de suas mães. São, por excelência, “cagões e covardes”, pois não tem coragem de botar um adesivo no carro ou entregar um panfleto a um cidadão e se for o caso enfrentar um simples argumento contrário. Infelizmente este mundão está na situação atual por que tem muito “cabeça seca” sem uma grama de cérebro e com cargos de direção no país. São estas aberrações que colocam em perigo milhões de pessoas por seus atos e atitudes.

Cansamos destas patriotadas e por isso, o novo independentismo Sulista abdicou de usar qualquer tipo de força. Para quem conhece um pouquinho do trabalho que fazemos nestes 25 anos de luta, sabe que não estamos aqui para brincadeiras. Nossa causa tem princípios, metas, objetivos, início, meio e fim. O primeiro ato revolucionário que queremos dos nossos cidadãos é que ele assuma de corpo e alma que é Sulista. Que o Sul é a sua nação, o seu país de verdade. A primeira ação que precisamos deste revolucionário é que tenha coragem o suficiente para pegar uma porção de adesivos e panfletos e ir até a praça central da sua cidade entregar aos seus concidadãos. Junto com esta ação, este grande e corajoso revolucionário vai agir dentro da legalidade e convencer os cidadãos da importância de assinar o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que vai criar o Bloco Sul Brasileiro (www.sullivre.org/blocosul), para apresentarmos nas assembleias legislativas dos três estados. Esta é a revolução que pregamos e compactuamos. Este é o revolucionário que precisamos para o Movimento.

Enfim, o Movimento O Sul é o Meu País precisa de gente que seja “macho” e corajosa o suficiente para discutir e convencer as pessoas com argumentos plausíveis, honestos e que tenha bom senso o suficiente para respeitar, mas combater, os argumentos contrários a nossa causa.

BASTA DE BRASÍLIA!!! VIVA O SUL LIVRE!!!

 

*O autor é um dos fundadores do Movimento O Sul é o Meu País, atual diretor de mobilização estratégica nacional e secretário geral do Gesul – Grupo de Estudos Sul Livre.

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