O “Sulito” e o direito de ser levado a sério

Sulito
Boneco “Sulito” criado despretensiosamente por grupo de ativistas gera polêmica e tentativa de ridicularizar a Causa pela Independência do Sul.

 

Por Celso Deucher*

“Primeiro ignoram-te, depois riem de ti, depois atacam-te e no fim tu vences”. (Mahatma Gandhi)

No dia de ontem, 16 de janeiro, tivemos um “pandemônio” nas redes sociais de causar inveja aos governos e até as grandes corporações do Brasil. Um post de ativistas do Movimento O Sul é o Meu País viralizou na internet de uma tal maneira que ao final da noite estava quase no topo das mais comentadas no Twitter. O tal “Sulito” entrou para a história como uma das publicações que mais acessos e comentários já teve, em se tratando da causa independentista do Sul.

Só me dei conta dessa loucura toda da modernidade quando vários amigos começaram a me passar mensagens comentando a favor e contra o bonequinho e isso já passava das 17 horas. No whatsapp a coisa viralizou de tal maneira que no fim do dia meu celular capitalizava mais de 41 mil mensagens nos mais de 900 grupos de debate do Movimento.

Mas de onde saiu tudo isso? Por que viralizou desta forma?

As respostas são diretas e sem frescuras ou devaneios. A compatriota Aline Freitas (nossa querida “Nana”), juntamente com outros ativistas da Causa no Rio Grande, entre eles, Douglas Aimoré, Everaldo de Oliveira e Luiz Antônio Medeiros, que criaram o “Sulito” o fizeram da maneira mais amadora possível (no bom  sentido) e com as melhores intenções práticas imaginadas. Queriam apenas divulgar a proposta do nosso Plebisul 2017 que vai consultar no mínimo 1 milhão de eleitores do Sul no próximo dia 7 de outubro de 2017 para saber se querem ou não continuar fazendo parte do Brasil. Por este motivo não preocuparam-se em dar-lhe qualquer ar sofisticado ou de profissionalismo gráfico. Foi isso. Ponto.

Aos desavisados é bom desde já esclarecer que o Movimento O Sul é o Meu País não possui oficialmente entre seus símbolos, um mascote. E nem foi esta a intenção do grupo. Portanto o “Sulito” é apenas mais uma criação de nossos ativistas em busca de contribuir na divulgação da causa nas fatídicas e estressantes redes sociais. Dito isto, então por que a inocente criação viralizou desta maneira na internet? Resposta: a tentativa de ridicularizar a proposta de independência do Sul.

A Turma do Pretinho Básico, programa de uma rádio bastante ouvida no Sul, publicou no seu site uma notícia falsa de que o Movimento teria criado um Mascote para divulgar a proposta de independência do Sul. Claro, a “gurizada” como de costume gosta de sacanear e a maioria deles não tem nenhum conhecimento do que seja o Movimento. Eles são comediantes e por isso sem nenhum compromisso com jornalismo. Por isso “debulharam” a publicação do tema em forma de piada. É típico deles. Portanto, esta dentro do que se espera da “rapaziada”.

Dai para viralizar foi um pulinho. A imprensa brasileira, que se diz séria, mas cá prá nós, é uma piada cotidiana, aproveitou a viagem e também “debulhou” mais pão e circo. Afinal tá tudo tão tranquilo no Planalto Central que até baner de internet vira notícia para desviar a atenção. Tudo muito previsível.

Mas o que está por trás disso tudo e que temos que ter presente no cotidiano do Povo Sulista em busca de seu irrenunciável direito de autodeterminação? Simples: a velha cantilena de transformar um debate sério em uma piada. Quando não se consegue perceber a profundidade da discussão e de antemão se é contra este tipo de debate os opositores partem para a ridicularização da proposta. Faz parte do jogo e por isso, não vamos reclamar do turma do Pretinho Básico, nem da imprensa do país vizinho.

Afinal, bom que se diga, tem coisa bem mais importante para o Brasil transformar em piada. Como a sua própria desgraça, como Povos e Nações, sendo esfolados diariamente com mais de 53,2% de impostos em cascata surrupiados do bolso de ricos e pobres, brancos, negros e amarelos, heteros e gays, gordos e magros, com terra e sem terra, de direita e de esquerda, etc (Os intermediários foram excluídos propositalmente, já que suas opiniões nunca valem nada neste país de mentira). No Brasilzão caborteiro, vale tudo para deixar este amontoado de povos na desgraça enquanto polpudas verbas institucionais de Brasília compram penas alugadas em todos os quadrantes do continente, incluindo-se no Sul. Sem falar nos bilhões (quase trilhões) que são embolsados pela turma que reinventou o Brasil, de novo sem povo, apenas escravos pagadores de impostos.

Mas como dizem os mais jovens: “não dá nada”… A nós dos três continentes meridionais resta-nos erguer a cabeça e seguirmos felizes como Povo e Nação Sulista que tem orgulho e sentimento de pertença. Não queremos mais ser parte disso que querem que continue Brasil. O “Sulito” com calça ou sem calça deu o start necessário a discussão do que queremos para o futuro do nosso Povo. Nós do Movimento O Sul é o Meu País não temos dúvida: mais de 95% da população dos três estados quer transformar o Sul em um país. E vamos provar isso dia 7 de outubro próximo.

Parabéns aos compatriotas pela sua criação, mesmo que ela não tenha sido feita para gerar esta celeuma toda. Certamente vamos pensar daqui por diante em ter um mascote oficial para o Movimento. Independente destas discussões superficiais, acreditemos na verdade de que a proposta do Povo Sulista, ao longo destes 25 anos de luta, conquistou o direito de ser levada a sério. Apesar de alguns do “país vizinho” gostarem de transformar tudo em uma piada com cunho sexual.

Para finalizar reflitamos as palavras de um ativista do direito de autodeterminação que nos legou grande exemplo em situações como a que acabamos de passar. Mahatma Gandhi enche nossos ativistas de esperanças quando afirma com todas as letras, parece que olhando para a situação do Povo Sulista: “Primeiro ignoram-te, depois riem de ti, depois atacam-te e no fim tu vences”.

Vamos à luta por 1 milhão de votos dia 7 de outubro…

Viva O Sul Livre!!!

 

*O autor é um dos fundadores do Movimento O Sul é o Meu País e ex-presidente da entidade, atual Secretário Geral do Gesul – Grupo de Estudos Sul Livre.

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