Reino Unido e o sul do mundo

 

Em 1973 foi propagada a ideia de um grupo forte, o nome que até foi relevante no cenário mundial é União Europeia. No meio dos transtornos que beneficiaram e sugaram riquezas de países desenvolvidos, está o Reino Unido. Para que possamos fazer parte de um grupo é preciso que outro grupo “pequeno” possa possuir o anseio democrático. Naqueles tempos foi uma saída.

Os tempos passam e as visões distorcidas de realidade fazem com que novos ideais políticos sejam desenvolvidos. Recentemente através de um plebiscito, a maioria dos que participam da política do Reino Unido decidiram opinar nas urnas. A vontade popular teve efeitos, para alguns positivos e para os contrários do bloco econômico, uma decisão nada “legal”.

É difícil de explicar para descrentes da democracia que acima de tudo, somos livres quando podemos decidir pelo nosso país, pela nossa região, pelo que acreditamos ser melhor para o nosso desenvolvimento. Os pessimistas acreditam que a decisão do Reino Unido é negativa para o bloco econômico já consolidado e que passa por grandes dificuldades, estas que são ocasionadas pelos gestores desse poder central da Europa.

O ato pacífico e democrático do Reino Unido deve ser aplaudido ao sul do mundo, está sendo aplaudido por dezenas de movimentos separatistas pelo mundo, está sendo aplaudido pelo movimento “O sul é o meu país”. Tudo o que foi feito é fruto da vontade dos explorados em gerirem seus próprios recursos, da vontade dos explorados em negociarem com o resto do mundo sem estarem ligados com um mediador. Desde que o mundo é mundo tudo o que está bom nasce do respeito pelo outro, um exemplo que podemos citar é de que existia um tempo em que a igreja dizia ser a porta para chegar até Deus.

Certamente muitos irão querer fechar as portas para o Reino Unido, claro que nós do sul do mundo estamos de portas abertas para negociarmos com quem mostrou coragem, com quem quer apenas independência. O Reino Unido não está sozinho nessa luta para que agora possa ficar entre os poderes econômicos mais prestigiados do mundo, em todos os cantos vemos apoiadores que jamais ficam submetidos ao que uma “elite mediadora” aponta como caminho. O caminho de lá está sendo traçado, o caminho da independência provocada pelo movimento “O sul é o meu país” apoia Reino Unido, apoia a emancipação política e administrativa de muitas outras regiões oprimidas.

* Escritor Joacir Dal Sotto, autor do livro “Curvas da Verdade” e secretário na comissão de Lages (SC) do movimento “O sul é o meu país”.

Compartilhe

Facebook
Email
Twitter
Telegram
WhatsApp

Comentários

8 Comments

Comments are closed.

Notícias

COMPARTILHAR

Facebook
Email
Twitter
Telegram
WhatsApp

pagar anuidade

PIX
Banco 085 / Agência 0101-5 / Conta 8537348
R$ 100,00 anual
Envie comprovante com nome do membro para
financeiro@osuleomeupais.org

doação

Somos um movimento sem fins lucrativos. Ajude-nos a divulgar cada vez mais nossos ideais. Você pode doar qualquer valor.